Quando paro e medito em determinados acontecimentos da vida fico impressionado com a ausência da lógica e na imprecisão de muitas coisas; e, as vezes, essas incertezas ressaltam uma grande verdade. Por exemplo: Nossos erros. Se pudéssemos classificá-los eles estariam na lista dos paradoxos. Os erros são uma dádiva para aprendizagem, pois dizem “devemos aprender com nossos erros”, todavia vemos que estes podem significar nosso fim, pois o discurso de “aprender com os erros” da lugar a intolerância e desprezo na vida de homens e mulheres soberbos em si mesmos.Quem nunca passou por uma situação como essa: Em um dia se fizermos cem coisas, sendo noventa e nove certas, mas apenas cometermos uma falha, o restante do dia, da semana, do mês, será marcado por esta falha. Dessa forma, entende-se que nossas falhas falam mais alto do que nossas virtudes, por isso nos sentimos devorados pela cobrança e exigência em busca de uma perfeição inalcançável.
Isso é uma cultura e pensamento do homem moderno que exige do ser humano uma transformação para “máquina de precisão”; e nesse pensamento, muitos dos “meros mortais” perdem a esperança da vida e se consideram imprestáveis e incapacitados de exercer qualquer atividade. E “o aprender com os erros”, discurso bonito e atrativo, desvanece para a hipocrisia dessas pessoas que se consideram excluídos da classe de “meros mortais”.Mas veja só que interessante. Nosso erros que falam mais alto e desviam o olhar de nós nos conduzindo para o fim, foram estes que um dia tocaram o coração e atraíram o olhar de Deus sobre nossa vida. Com isso, nossos erros manifestaram amor no coração de Dele, de forma tal que Ele disse: “Todos aqueles que vêm até mim, de maneira nenhuma os lançarei fora (João 6v37)”.

Deus teve a capacidade de ver minha falha não como uma fator de desprezo e julgamento – o único capaz de nos julgar –, mas como uma oportunidade de se aproximar de nós.Veja que grandioso fato a vida proporciona; com isso vejo-me preso a uma lei: se a perfeição me conduz a soberba, prefiro aprender a lidar e conviver com meus erros para alcançar, com um simples toque, o coração de Deus.
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