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Desde os 25 que me prometi um tempo de reflexão sobre o ano que passou na derradeira semana de cada primavera. Decidi, também, que este resultaria em um texto, e que seria exposto na grande rede sob o risco do escárnio natural a toda exposição. Os que me odeiam/desdenham que aproveitem, é só uma vez por ano. Minha sorte é aniversariar no último dia 20 do ano, época bonita e confusa, repleta de consumismo e fofuras (tudo bem, gentilezas).

Malgrado as crises depois dos “20 e pouco”, reconheço que há muito não me sentia tão satisfeito com o fim de um ano, e esperançoso por outro novinho em folha. Alguns dizem que é porque não tive nenhuma decepção amorosa nos “25”, outros, que é porque não esperei muita coisa do meu time e há, ainda, quem diga que amadureci muito mais (corrente majoritária). Esses garantem, e creio, que apesar dos dissabores, amadurecer é o maior benefício, dentre tantos, da vida a um humano.

2013 foi um ano de alinhamento da mente e do coração (permitam-me esse clichê de autoajuda, não encontrei nada mais, digamos, claro pra dizer). Digamos que, caso a vida não resolva mudar nada (e ela vai, essa bandida), resolvi-me profissionalmente. Depois de 2 anos graduado, enfim, sei o que quero fazer com aquilo que me tornei em cinco anos de faculdade de Direito. Feliz, digo, agora tenho metas. O Direito deixou de ser um peso de uma escolha que, em princípio, apresentou-se equivocada e me ganhou. Deve ser pelo cansaço, mas o fato é que já sei o que quero e o que posso ser – meus pais já podem respirar aliviados.

Após um 2011 cheio de exposições, enfim aprendi que a vida não precisa ser de todo exposta. A não ser à família e aos amigos mais chegados. Mas contra esses não há muito que fazer, apenas aceitar. Quase tudo o que sou, somente foi possível através deles. Assim, posso celebrar um ano de boas aventuras. Desnecessário, todavia, prosseguir. Quem tem de saber disso sabe e se não sabe, já não precisa saber. Posso dizer que foi bom “bagarai”. Ainda na adolescência, um amigo aconselhou-me a deixar para me preocupar com casamento e afins depois dos 30. Sigo à risca.

A propósito, são somente 26, mas, confesso, assusta-me a proximidade dos 30. Apego-me, entretanto, aos exemplos de gente que, “com 30 e lá vai pedrada”, vive muito bem. Alguns dizem até mesmo que melhor ainda. Ufa! Descanso.

Algumas amizades perdidas tentaram se refazer, mas não lograram êxito. Talvez precisem de mais tempo. Espero. São deveras preciosas. Nesse interim, novas amizades nasceram e outras amadureceram; é daí que digo sobre quão especial foi esse “2.5”. Aos amigos (novos, velhos, distantes, próximos), “aquele abraço”.

Das melhores conquistas a celebrar, é que desde os 19 anos em sobrepeso, enfim venci-o – confiram os (d)efeitos na imagem abaixo. Ressalte-se, não somente isso, mas consegui o que para um paulistano é uma grande vitória, derrotei o sedentarismo. Estou viciado na adrenalina dos exercícios físicos, fiz da corrida outro momento de catarse e exorcismo particular. Satisfaço-me em expelir, por suor, minhas agruras. Terapia (quase) infalível.

Às portas de um novo aniversário sobre essa (mãe) Terra, declino de presentes. Já não me empolgo tanto com isso. Quero mesmo é agradecer a Deus pela vida possibilitada, pela família que tenho, pela fé livre e responsável que experiencio a partir da Zona Leste de sampa, e pelos amigos que me aceitaram em suas vidas. Semelhantemente ao ano passado, chego aos 26 muito mais grato e ainda mais ávido por viver.

Avante!

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