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Eu sempre prometo fazer diferente, e cometo os mesmos erros. Mas você me salva, provoca-me a novos – gosto de errar novos erros -, inclusive por essa saudade que sinto, coisa estranha, saudade do que nunca vivi.

Já abri uma cerveja, sei que você prefere vinho, ele também te aguarda, também espera pela sua boca. Mas enquanto você não chega, leio um livro, aquele que você recomendou; olho para o relógio, conto os minutos.

Você diz que não sabe se vem, que tem medo da distância, mas que de certa forma é a distância que alimenta seus sonhos, cujos protagonistas somos nós dois. Você ama sonhar conosco, anseio pelo dia em que nossos subconscientes se encontrarão. De certa forma!

Já lhe disse que o amor não respeita geografias, aliás, o amor às subestima. Assim ele se sente desafiado. Você teima. Sim, você é teimosa. Diz que somos diferentes, mas que ama em mim o que em mim odeia. Você me admira, respeita-me, sente-se cuidada. Nós nos queremos. É uma queda de braço entre desejos, nossos desejos, e medos, nossos medos.

A cerveja acabou, já não tenho atenção pra esse livro, é meia noite. O tempo se esvai, mas, não entendo, o desejo permanece pulsando à medida do meu coração. Deve ser por isso que ele permanece vivo – falo do desejo, claro.

Desejo, essa vontade pecaminosa e absurda, pronta pra se converter ao amor e ganhar corpo. De certa forma, a forma do seu corpo.

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